Me pergunto se essa ausência me faz crescer, mudar, encontrar um eu. Se a falta faz com que eu aprenda a viver sem aquela convivência, aquilo que se parecia - e ainda parece - necessário. Como uma teoria na qual dizia que o desuso de algo provocaria a inutilidade e a tolerância em cima da ausência. Será que apenas esses meses distantes são o suficiente pra que mudanças significativas tenham acontecido?
Será que não é o mesmo? O mesmo que conheci à mais de um ano, que apesar de não valorizar, sempre foi capaz de me manter viva. E hoje sem você aqui eu ainda sigo. Eu olho pra trás, me faço inferior o suficiente pra sentir saudade, mas ainda assim, também sou superior o suficiente pra não ir correndo atrás, de algo que sempre andou a frente e tão distante.

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